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Há cidades que crescem quando investem em obras. Outras se fortalecem quando valorizam as pessoas. E existem aquelas que conseguem unir as duas coisas, entendendo que esporte e cultura não são despesas, mas investimentos capazes de transformar vidas.
Em Ararendá, porém, o cenário tem sido motivo de insatisfação entre desportistas, atletas e amantes da cultura popular. Ao longo de 2026, a única competição promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Juventude, Cultura e Desporto, foi um torneio de futsal em alusão ao Dia do Trabalhador. Depois disso, o calendário esportivo praticamente desapareceu.
A ausência de um cronograma anual para campeonatos municipais de futebol de campo, futsal e competições nas areninhas gera frustração entre jogadores e equipes, que aguardam oportunidades para praticar o esporte, revelar talentos e fortalecer a convivência entre comunidades. O apelo dos desportistas é simples: que o esporte deixe de ser lembrado apenas em eventos isolados e passe a fazer parte de uma política pública permanente.
Na cultura, a realidade também desperta saudade. O tradicional Festival Municipal de Quadrilhas, que durante anos movimentou o período junino e valorizou artistas locais, deixou de existir. A iniciativa foi realizada durante a gestão da ex-prefeita Tânia Mourão e marcou uma época em que as festas juninas reuniam grupos culturais, incentivavam a participação da juventude e preservavam uma das mais importantes tradições nordestinas.
Desde então, nas administrações do prefeito Aristeu Alves Eduardo I, II e III, o município não retomou o festival, fazendo com que uma importante manifestação cultural fosse perdendo espaço. Com isso, muitos lamentam que a tradição das quadrilhas, antes motivo de orgulho para a cidade, tenha deixado de receber o incentivo necessário para continuar viva.
Esporte e cultura são instrumentos de inclusão, cidadania e desenvolvimento. Eles afastam crianças e jovens da ociosidade, fortalecem a identidade de um povo e movimentam a economia local por meio de eventos e competições.
Enquanto atletas aguardam campeonatos e grupos culturais sonham com o retorno das festas que marcaram gerações, permanece a expectativa de que Ararendá volte a enxergar no esporte e na cultura dois dos maiores patrimônios de sua população.