Câmara de Ararendá volta a cancelar sessão ordinária virtual e gera questionamentos da população

A Câmara Municipal de Ararendá voltou a cancelar mais uma Sessão Ordinária, fato que tem gerado críticas e questionamentos por parte da população. O cancelamento da 9ª Sessão Ordinária do Período Legislativo de 2026, que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira, dia 10 de junho, foi comunicado oficialmente pela Mesa Diretora da Casa Legislativa por meio de documento assinado pela presidente Rachel Eduardo (PT).

No comunicado, a Mesa Diretora, composta pela presidente Rachel Eduardo (PT), pelo vice-presidente Raimundinho Mariano (PT), pelo 1º secretário Vicente Bezerra (PT) e pelo 2º secretário José Nilson (AGIR), informa apenas que a sessão está cancelada em observância às normas internas da Câmara, citando o Artigo 95-A, §1º, sem, no entanto, apresentar à população os motivos concretos que justificariam a suspensão dos trabalhos legislativos.

O documento destaca ainda que o adiamento não acarretará prejuízos às atividades legislativas e que uma nova data será comunicada posteriormente aos vereadores e ao público. Entretanto, a ausência de uma justificativa detalhada tem provocado críticas de moradores que cobram mais transparência por parte do Poder Legislativo.

Outro ponto que vem sendo alvo de debates é o fato de que, desde o período da pandemia da Covid-19, as sessões da Câmara Municipal de Ararendá continuam sendo realizadas de forma virtual, sem o retorno das atividades presenciais no plenário da Casa. Para parte da população, o modelo remoto já não se justificaria diante da normalidade das atividades presenciais em praticamente todos os setores da sociedade.

Enquanto trabalhadores do município enfrentam diariamente suas jornadas de trabalho para contribuir com o desenvolvimento de Ararendá, muitos recebendo salários modestos, vereadores recebem subsídios que variam entre aproximadamente R$ 7 mil e R$ 9 mil mensais para exercer suas funções legislativas apenas duas vezes por mês, e ainda de forma virtual, com os vereadores participando de suas residências sem estarem presentes na Câmara Municipal. A situação gera ainda mais insatisfação quando sessões são canceladas sem explicações detalhadas à sociedade.

Dentro da própria Câmara, os vereadores de oposição Clesivan Targino, Sales André, Cabilouro e Neto Lopes têm defendido publicamente o retorno das sessões presenciais. Já os parlamentares da base governista, formada por Rachel Eduardo (PT), Raimundinho Mariano (PT), Vicente Bezerra (PT), Agnaldo Costa (PT) e José Nilson (AGIR), são apontados pelos oposicionistas como contrários à retomada dos trabalhos presenciais.

Diante desse cenário, cresce entre os moradores de Ararendá o debate sobre a necessidade de maior transparência, participação popular e regularidade das atividades legislativas, uma vez que a Câmara Municipal desempenha papel fundamental na fiscalização do Poder Executivo e na discussão dos assuntos de interesse da população.

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