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Vereadores de oposição de Ararendá-CE apresentam proposta para que parlamentares possam escolher sobre qual modalidade de Sessão desejam participar: presencial ou virtual

Os vereadores de oposição de Ararendá, Sales André, Cabilouro e Clesivan Targino, apresentaram uma proposta de resolução legislativa através do protocolo geral da Câmara Municipal, que visa alterar o Regimento Interno. O objetivo é permitir que os parlamentares possam escolher em qual modalidade de sessão desejam participar, seja presencial ou virtual.

A iniciativa surge em meio à insatisfação de parte dos vereadores e da população com a continuidade das sessões remotas, que desde à pandemia da Covid-19, em 2020, a Câmara Municipal de Ararendá-CE vem trabalhando de forma remota.

O que significa isso? Enquanto você trabalhador de qualquer outra área do setor público ou privado vive presencialmente trabalhando para gerar a riqueza e desenvolvimento do seu município, estado e país, por um salário que não é justo, os vereadores da cidade Ararendá seguem trabalhando de forma virtual, remota ou seja: cada vereador participa das sessões de suas casas. A vereadora presidente da casa, Rachel Eduardo, em dia de sessão preside os trabalhos de sua casa, em Ipueiras, vereador Agnaldo Costa e Cabilouro participam de suas casas no Distrito de Lagoa de Santo Antônio, vereador Sales André participa de sua casa na Fazenda Nova, vereador Neto Lopes participa de sua casa na Lagoa do Peixe e os demais vereadores Clesivan Targino, Vicente Bezerra, Raimundinho Mariano e José Nilson participam de suas casas, na sede do município.

Detalhes: O subsídio do presidente da Câmara Municipal de Ararendá-CE, é de R$ 9.000,00 (nove mil reais), para trabalhar de forma remota, em apenas duas sessões mensal.

Atualmente, quatro dos nove vereadores defendem o retorno das atividades presenciais, mas permanecem à mercê da decisão da Mesa Diretora. Segundo os autores da proposta, a medida é necessária para garantir transparência e atender aos anseios da população, que deseja acompanhar de forma mais próxima os trabalhos legislativos.

A presidente da Câmara, Rachel Eduardo, havia declarado no início do ano, durante a posse, que as sessões voltariam a ocorrer presencialmente. No entanto, faltando poucas sessões para o encerramento do ano legislativo, a promessa ainda não foi cumprida, o que motivou a ação dos vereadores de oposição.

Rachel Eduardo ainda tem informado ao Ministério Público que a Câmara segue em obras, motivo pelo qual as sessões continuariam sendo realizadas de forma virtual. Entretanto, em declarações públicas anteriores, ela própria afirmou que as obras já haviam sido concluídas, o que levou a população de Ararendá a questionar o real motivo da realização das sessões virtuais.

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